Levedura de cerveja é o fungo Saccharomyces cerevisiae seco e inativado, o mesmo usado para fermentar cerveja e pão. Como suplemento, ela serve principalmente como fonte de vitaminas do complexo B, que contribuem para o metabolismo energético, e de proteínas, fibras e minerais como cromo e selênio. Também é a origem das betaglucanas de levedura, fibras estudadas pela relação com o sistema imune. Neste guia você vê o que ela tem, o que foi testado em pessoas, como tomar e quem deve ter cuidado.
O que é levedura de cerveja?
É um microrganismo unicelular, cultivado e depois inativado por calor, de modo que não fermenta nem “cresce” no organismo. Vendida em pó, flocos ou comprimidos, tem sabor amargo característico. A levedura de cerveja não é a mesma coisa que a levedura nutricional, que é cultivada especificamente para alimentação e costuma ser enriquecida com vitaminas, nem que o fermento biológico vivo, que nunca deve ser consumido cru.
Levedura de cerveja para que serve?
O uso principal é complementar a ingestão de vitaminas do complexo B: tiamina, riboflavina, niacina, ácido pantotênico, B6 e folato. Essas vitaminas contribuem para o metabolismo energético normal e para a redução do cansaço e da fadiga, alegações reconhecidas pela Anvisa. A levedura de cerveja comum não contém vitamina B12 em quantidade relevante; quem busca B12, especialmente vegetarianos e veganos, precisa de produto enriquecido ou de um suplemento específico de vitamina B12.
O segundo uso é como fonte de proteínas e fibras em uma dose pequena, o que a torna popular para enriquecer vitaminas, iogurtes e sucos. O terceiro, e o mais estudado, são as betaglucanas da parede celular da levedura, fibras que interagem com células de defesa do intestino.
O que a ciência diz?
Sobre as betaglucanas de levedura, um ensaio clínico duplo-cego publicado no Journal of the American College of Nutrition em 2019 acompanhou 299 adultos saudáveis com histórico de pelo menos três resfriados por ano, durante 16 semanas de inverno, com 900 mg por dia de betaglucana ou placebo. O número de resfriados foi o mesmo nos dois grupos; o que mudou foi a intensidade dos sintomas físicos nos primeiros sete dias de cada episódio, menor no grupo da betaglucana. Ou seja: não evitou resfriados, mas os episódios foram mais leves. Vale notar que esse estudo usou betaglucana purificada em dose definida; a quantidade presente na levedura de cerveja comum é menor e varia por produto.
Sobre o cromo e a glicemia, uma revisão com metanálise publicada no Nutrition Journal em 2015 reuniu 14 ensaios clínicos com 875 pessoas com diabetes tipo 2. Entre as formas de cromo testadas, só a levedura de cerveja mostrou redução da glicemia de jejum em relação ao placebo, de cerca de 19 mg/dL em média, sem efeito na hemoglobina glicada. Os autores chamaram o benefício de “marginal” e não recomendam o uso como parte do tratamento do diabetes. Para quem tem diabetes, a conversa é com o médico; a levedura não substitui nenhum remédio.
O que não tem evidência humana de qualidade: os usos populares para cabelo, unhas e acne. São plausíveis pelo conteúdo de biotina e complexo B, mas não há ensaio clínico que os sustente.
Como tomar levedura de cerveja?
Siga o rótulo. No Levedura de Cerveja 400 Comprimidos Probene, a sugestão do fabricante é de 4 comprimidos, 3 vezes ao dia, junto das refeições, o que faz o pote render cerca de um mês. Comece com uma dose menor nos primeiros dias, porque a fibra e a proteína da levedura podem causar gases em quem não está acostumado, e aumente até a dose do rótulo. Em pó ou flocos, 1 a 2 colheres de sopa por dia em sucos, vitaminas ou sobre a comida é o uso tradicional.
Comprimido, pó ou flocos: qual escolher?
O comprimido resolve o sabor amargo e facilita a dose. O pó e os flocos são mais baratos por grama e rendem mais, mas o gosto afasta muita gente. Ao comparar rótulos, veja se o produto é levedura pura ou enriquecida, se informa a tabela de vitaminas do complexo B e se declara a presença de glúten: a levedura vem da fermentação da cevada e pode conter traços.
Quem deve ter atenção antes de tomar?
Quem usa antidepressivos da classe IMAO, porque a levedura contém tiramina. Pessoas com enxaqueca sensível à tiramina. Quem tem doença de Crohn ou outra doença inflamatória intestinal. Pessoas com imunidade muito comprometida. Celíacos, pelo risco de traços de glúten. Quem tem gota, pelo teor de purinas. Pessoas com diabetes em uso de medicação, porque a levedura pode somar efeito sobre a glicemia. Em todos esses casos, converse com médico ou nutricionista antes.
Levedura de Cerveja 400 Comprimidos Probene: o que tem na fórmula
Composição simples: levedura de cerveja, celulose microcristalina e silicato de magnésio. É fonte de vitaminas do complexo B, proteínas e minerais. 400 comprimidos por pote.
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O que combina com a levedura na rotina
Para energia e disposição, a levedura entra como fonte de complexo B; para quem sente cansaço persistente, vale ler o guia de vitaminas para energia. Para a rotina de inverno, o guia de própolis verde segue a mesma lógica deste: o que a ciência diz, com fonte.
Perguntas frequentes sobre levedura de cerveja
Em doses de suplemento, não: são poucas calorias. O que define o peso é o total de calorias do dia.
A comum, não em quantidade relevante; só a versão enriquecida. Vegetarianos e veganos precisam de um suplemento específico de B12.
Sim, dentro da dose do rótulo. Comece com dose menor para evitar gases e aumente aos poucos.
É um uso popular pelo complexo B e pela biotina, mas não há ensaio clínico que confirme esse efeito.
Pode conter traços, por vir da fermentação da cevada. Celíacos devem evitar ou buscar produto certificado sem glúten.
Não. A nutricional é cultivada para alimentação e costuma ser enriquecida com vitaminas, inclusive B12.
Cerca de 33 dias na dose do rótulo, de 12 comprimidos ao dia.
Este produto não é medicamento. Suplementos alimentares não previnem, diagnosticam, tratam ou curam doenças.
Fontes: Effects of Yeast (1,3)-(1,6)-Beta-Glucan on Severity of Upper Respiratory Tract Infections: a double-blind, randomized, placebo-controlled study in healthy subjects. Journal of the American College of Nutrition, 2019 (PubMed). Yin RV, Phung OJ. Effect of chromium supplementation on glycated hemoglobin and fasting plasma glucose in patients with diabetes mellitus. Nutrition Journal, 2015 (acesse). Como este conteúdo é feito: política editorial.


